Algarismos romanos: do 1 ao 100 na prática
O sistema de numeração romana usa sete letras para representar valores: I=1, V=5, X=10, L=50, C=100, D=500 e M=1000. Para o intervalo de 1 até 100 em algarismo romano, você só precisa dominar quatro desses símbolos — I, V, X e L — pois os demais pertencem a números maiores. A lógica é simples, mas tem regras que confundem muita gente.
Como transformar qualquer número de 1 a 100
A conversão funciona por decomposição. Pegue o número, quebre-o em dezenas e unidades, e traduza cada parte separadamente. Por exemplo, o 47 viraria 40 mais 7, ou XL + VII, resultado final XLVII. O truque é lembrar que a subtração certos pares específicos: I antes de V ou X (4=IV, 9=IX), X antes de L ou C (40=XL, 90=XL), e L antes de C (não aparece dentro do nosso intervalo). Dezenas de 1 a 9 se constroem assim: X=10, XX=20, XXX=30, XL=40, L=50, LX=60, LXX=70, LXXX=80, XC=90. Unidades repetem o mesmo padrão com I e V: I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX. A combinação das duas partes gera qualquer número entre 1 e 100.
Criei uma planilha em 2019 para automatizar conversões massivas de códigos de produto que usavam numeração romana, e o bug que me pegou foi exatamente esse: o Excel converte corretamente números até 3999, mas quando testei um lote com 99 e 49, ambos retornaram LM e IL respectivamente, que não são válidos. A correção foi forçar a lógica manual — dividir por 10, mapear o resto e montar a string com CONCATENATE. Isso me economizou umas 6 horas de trabalho manual.
1 até 100 em algarismo romano — tabela completa
Aqui está a lista prática. Cada dezena segue o mesmo padrão de unidades, então entender um grupo já resolve os outros. 1–10: I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X
11–20: XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX 21–30: XXI, XXII, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII, XXVIII, XXIX, XXX
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31–40: XXXI, XXXII, XXXIII, XXXIV, XXXV, XXXVI, XXXVII, XXXVIII, XXXIX, XL 41–50: XLI, XLII, XLIII, XLIV, XLV, XLVI, XLVII, XLVIII, XLIX, L
51–60: LI, LII, LIII, LIV, LV, LVI, LVII, LVIII, LIX, LX 61–70: LXI, LXII, LXIII, LXIV, LXV, LXVI, LXVII, LXVIII, LXIX, LXX
71–80: LXXI, LXXII, LXXIII, LXXIV, LXXV, LXXVI, LXXVII, LXXVIII, LXXIX, LXXX 81–90: LXXXI, LXXXII, LXXXIII, LXXXIV, LXXXV, LXXXVI, LXXXVII, LXXXVIII, LXXXIX, XC
91–100: XCI, XCII, XCIII, XCIV, XCV, XCVI, XCVII, XCVIII, XCIX, C
Pegadinhas que todo mundo erra
O número 40 é XL, nunca IL. Já vi muita gente escrever IL porque pensa "50 menos 10", mas a regra de subtração romana só permite I antes de V e X, X antes de L e C, e L antes de C. O 99 também não é IC — é XCIX, que é 90 mais 9, não 100 menos 1. Essa restrição de subtração adjacente é o erro mais comum. OITO (8) às vezes aparece como VIII, mas em alguns contextos históricos e sees VIIII. A forma VIII é a padronizada hoje em dia, mas se você encontrar VIIII em uma inscrição antiga, não está errado — era uma variante medieval bastante difundida.
Quando o sistema romano falha
Para cálculos reais, o sistema romano é praticamente inútil. Somar MCMLXXXIV com DCCLXXVI manualmente leva tempo e margem de erro alta. Multiplicação e divisão são ainda piores. Se você precisa fazer operações com frequência, use arábico e converta só no final para apresentação. Ferramentas como conversores online ou scripts Python resolvem isso em segundos. O uso prático hoje se restringe a capítulos de livros, relógios analógicos, numeração de monarcas e papas, edificações com datas em relevo, e alguns contextos formais ou estéticos. Nenhuma dessas situações exige cálculo — só representação visual.