Atividade Sobre Gostos E Preferências - Atividade Sobre Gostos E Preferências - NAZAEDU
Atividade Sobre Gostos E Preferências - NAZAEDU

Como fazer uma atividade sobre gostos e preferências que realmente funciona

Eu passei anos corrigindo atividades desse tipo e a maioria dos professores repete os mesmos erros. A atividade sobre gostos e preferências é simplesmente uma ferramenta para treinar vocabulário relacionado alikes e dislikes, mas quando bem feita ela serve para muito mais do que preencher lacunas com "gosto de" ou "não gosto de." Vou explicar como estruturar isso de verdade, baseado no que eu já vi funcionar e no que já vi dar errado.

O básico da atividade sobre gostos e preferências

O conceito é simples. Você apresenta um tema — preferências alimentares, hobbies, música, cores, lugares — e pede para o aluno expressar o que gosta ou não gosta. O ponto central é o uso correto dos verbos e estruturas: "gostar de", "preferir", "adorar", "odiando", "ter preferência por". Sem esse domínio gramatical básico, a atividade vira papagaio decorando frases sem sentido. O erro mais comum que eu vejo é o professor não garantir que os alunos dominam a regência do verbo "gostar". "Gosto de" vem seguido de substantivo ou infinitivo, nunca "gosto que". Já vi aluno escrever "eu gosto que pizza" em prova. Isso não é frescura, é a base.

Como montar a atividade passo a passo

A primeira coisa é escolher o nível. Se for para iniciantes, comece com frases no presente do indicativo, vocabulário concreto, imagens para associar. Se for para intermediários ou avançados, aí entra a complexidade: condicionais ("se eu tivesse que escolher"), subjuntivo ("eu gostaria de viajar"), comparações ("prefiro X a Y"). A estrutura que eu recomendo segue esta lógica:

Comece com reconhecimento. Mostre frases modelo e peça para o aluno identificar se são verdadeiras ou falsas em relação à própria vida dele. Isso ativa o conteúdo antes de pedir produção. Nada pior do que cobrar do aluno algo que ele nunca viu funcionando na prática. Depois vem a expansão controlada. Dê uma lista de perguntas guiadas: "O que você gosta de fazer nos finais de semana?" "Qual tipo de música você prefere?" Aqui o aluno pratica a estrutura sem liberdade total ainda.

O terceiro passo é a produção livre. Peça para o aluno escrever um pequeno texto ou fazer uma apresentação sobre seus próprios gostos. É aqui que a coisa fica interessante, porque o aluno começa a usar o vocabulário de forma autêntica, não apenas repetindo o que foi dado.

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Um problema real que eu enfrentei

Há alguns anos eu fiz uma atividade sobre gostos e preferências para uma turma de adultos. Pedi para eles entrevistarem colegas sobre preferências musicais e culinárias. Os resultados foram decepcionantes. Quase todo mundo respondeu as mesmas coisas genéricas: "gosto de música pop", "não gosto de comida chinesa". Nada pessoal, nada real. A solução foi mudar a abordagem. Em vez de perguntas abertas genéricas, eu criei situações específicas com opções de escolha múltipla que obrigavam o aluno a decidir entre alternativas concretas. "Você prefere pizza ou hambúrguer?" "Você prefere praia ou montanha?" "Você prefere ler um livro ou assistir a um filme?" Com escolhas forçadas, as respostas ficaram muito mais honestas e variadas. A atividade ficou mais envolvente porque o aluno tinha que pensar antes de responder.

Insights que quase ninguém menciona

A primeira coisa é que preferências mudam com o tempo. Um aluno que disse "não gosto de vegetais" na primeira aula pode ter outra resposta na terceira. Isso não é contradição, é desenvolvimento. O professor precisa observar essa evolução, não cobrar consistência. A segunda coisa é que a atividade sobre gostos e preferências pode ser perigosa em turmas diversificadas. Falar de comida, religião, política ou cultura através das preferências pessoais pode gerar conflito. Eu já vi um aluno se sentir desconfortável quando pediu para outro aluno falar de gostos alimentares e esse alguém é vegetariano por motivos religiosos. O professor precisa estar atento a isso e criar regras claras de respeito antes de começar.

Recursos e download

Eu tenho um modelo de atividade sobre gostos e preferências que uso há anos. Ele inclui três níveis de dificuldade, um gabarito para o professor, e uma versão editável para adaptação. O arquivo está disponível para download gratuito no meu site, mas vou deixar o link direto abaixo caso você não queira perder tempo navegando. Link para download: Modelo de atividade sobre gostos e preferências (PDF + Editável)

Limitações que ninguém avisa

Essa atividade não resolve tudo. Ela é útil para praticar vocabulário e estruturas específicas, mas não substitui contato real com o idioma. Um aluno pode acertar todas as questões sobre "gostar de" e ainda assim não saber usar a expressão numa conversa de verdade. A prática guiada é importante, mas a imersão é o que faz a diferença a longo prazo. Além disso, a atividade tende a ser pouco desafiadora para alunos avançados. Eles já sabem dizer o que gostam e o que não gostam. Nesse caso, o professor precisa ir além e incluir argumentos, justificativas, comparações mais elaboradas. Senão, o aluno simplesmente decora frases e não avança.

Se o objetivo é preparar o aluno para comunicação real, eu recomendo complementar essa atividade com conversas em duplas, debates sobre temas polêmicos, e produção textual com opinião crítica. A atividade sobre gostos e preferências é um ponto de partida, não o destino.