Caneta Tinteiro Platinum Riviere Tinta - Caneta Tinteiro Platinum Riviere Ptr-200 F - Corre Que Ta Baratinho
Caneta Tinteiro Platinum Riviere Ptr-200 F - Corre Que Ta Baratinho

Primeiros passos com a caneta tinteiro Platinum Rivière

A Platinum Rivière é uma das canetas mais acessíveis da linha Platinum e, por isso, costuma ser o primeiro tinteiro que muita gente pega. O nib dela é de aço, não ouro, o que já define um certo nível de expectativas. Ela funciona bem, mas tem particularidades que quem nunca usou uma caneta assim acaba descobrindo na marra. Eu comprei a minha há alguns anos, há tempos atrás na verdade, e já passei por uns probleminhas que vou descrever aqui. Mas antes, vamos ao básico: a Rivière vem com um conversor de tinta no lugar do cartucho, o que é bom porque te dá flexibilidade. Você pode usar cartuchos Platinum ou abrir um frasco de tinta e encher direto pelo conversor.

Caneta tinteiro platinum riviere tinta: como escolher e usar

A escolha da tinta aqui é mais importante do que parece. A Platinum recomenda as tintas da própria marca, e não é por acaso. As tintas de outras marcas, especialmente as que têm propriedades lubrificantes ou biocidas mais fortes, às vezes causam espuma dentro do conversor ou entopem o sistema de alimentação com o tempo. Eu tive esse problema na prática: usei uma tinta Noodler'ssa na Rivière e, em cerca de três semanas, a escrita começou a falhar intermitentemente. A caneta parava de jogar tinta do nada, voltava a escrever se eu desenhasses linhas rapidamente, e depois Parava de novo. Resolvendo isso limpando todo o sistema com água destilada morna e deixando de lado aquelas tintas mais agressivas para outro caneta que eu tinha comprado justamente para isso. Então, regra prática: use tintas à base de água, sem óleo, e de preferência da linha Platinum Colorless Collector ou Inkman. Se for usar outra marca, lave a caneta completamente antes e faça um ciclo de teste de pelo menos uma semana vendo como se comporta.

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O conversor da Rivière é tipo saca-rolloios. Você gira a base, mergulha a ponta na tinta, e gira de volta para sugar. Simples. O detalhe é que ele não é selado hermcticamente, então se você deixar a caneta deitada ou com muito pouco ar interno, a tinta pode vazar levemente pelo bico depois de algum tempo parado. Deixa sempre na posição vertical quando não estiver usando. Isso resolve a maior parte dos problemas de vazamento que as pessoas relatam. Uma coisa que muita gente não sabe: o nib da Rivière tem uma folga natural de fábrica que pode ser ajustada com cuidado. Se a caneta estiver muito seca, você pode abrir levemente as pontas do nib usando uma unha ou uma ferramenta de ajuste. Mas vai com calma. Meia volta de folga já é suficiente. Se abrir demais, a tinta começa a sangrar pela e a escrita fica embolorada. Eu fiz isso na minha primeira vez e estraguei a calibração inicial, então anota isso.

Outro ponto: o grip da Rivière é de borracha texturizada. Funciona bem, mas com o tempo e o óleo natural da pele, ele escorrega mais do que deveria. Se isso incomodar, existe a opção de trocar por um grip de silicone ou simplesmente manter a caneta sempre limpa, sem resíduos de óleo nas mãos. Nada dramático, só um detalhe prático. Se você está pensando em comprar uma, ela custa entre 80 e 150 reais dependendo do modelo e do nib (fino, médio, extra-fino). Para quem quer entrar no mundo das canetas tinteiro sem gastar uma fortuna, é uma opção razoável. Não é perfeita, mas é funcional e fácil de manter. O que eu recomendaria no lugar seria algo como uma Lamy Safari se o orçamento permitir um pouco mais, mas aí depende do que você realmente precisa.