Inseticida Para Cigarrinha Do Milho - [700+] Fonds d'écran Meme | Wallpapers.com
[700+] Fonds d'écran Meme | Wallpapers.com

Quando e como aplicar inseticida para controle de cigarrinha na lavoura de milho

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é vetora de fitoplasmas que causam o amarelecimento letal e o ananização, duas doenças que podem dizimar uma safra inteira se não forem controladas precocemente. O momento da aplicação define se o inseticida funciona ou se você gasta dinheiro à toa. A janela crítica vai do V3 ao V6, antes do emergir da espiga. Depois disso, o dano econômico já está consolidado e o tratamento perde sentido prático. O inseticida para cigarrinha do milho mais comum no mercado brasileiro gira em torno de moléculas como thiamethoxam, chlorantraniliprole, imidacloprid e beta-ciflutrina. Cada uma tem um modo de ação diferente e resistências se desenvolveram de formas distintas por região. No cerrado gaúcho, por exemplo, populações de cigarrinha já demonstraram redução de sensibilidade a organofosforados há anos, o que significa que usar malathion ali é jogar fora dinheiro e tempo de aplicação.

Inseticida para cigarrinha do milho: as opções com melhor custo-benefício em 2025

Se eu tivesse que indicar um protocolo prático hoje, começaria com thiamethoxam 250 g/L via semente, combinado com uma aplicação pulverizar se a pressão de injúria superar o limiar. O threshold econômico para a cigarrinha em milho é aproximadamente 2 a 3 insetos por planta na fase de perfilhamento. Abaixo disso, o controle químico não se justifica. Acima disso, a cada dia sem intervenção o risco de transmissão de fitoplasma aumenta exponencialmente. Duas armadilhas que vejo produtores cometerem frequentemente. Primeira: aplicar tudo no plantio e torcer que dure o suficiente. O residuo de sistema de tratamentos seed treatment cai drasticamente após a fase V4-V5, especialmente em solos arenosos com lixiviação acelerada pela chuva. Segunda: ignorar a época de chegada das cigarrinhas migratórias. Elas entram nos plantios tardios de maio a julho vindas de áreas de soja e capim hostes adjacentes. Se seu milho nasce depois desse fluxo, a proteção só de semente é insuficiente.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

No fim de 2023, fiz uma aplicação de follow-up com clothianidina em uma área de milho safrinha no norte do MT. O monitoramento mostrou 4 cigarrinhas por planta no V5. Apliquei 200 mL/ha, com volume de calda de 150 L/ha e pressão de 40 psi. Sete dias depois, a contagem caí para menos de 0,5 por planta. Mas o detalhe importante foi o vento: no dia seguinte à aplicação, ventos de 30 km/h levaram boa parte do produto para fora da área tratada antes do secamento. Recomendação prática: aplique sempre com velocidade de deslocamento abaixo de 8 km/h e evite janelas com previsão de vento forte nas próximas 6 horas após a aplicação. Um ponto que pouca gente considera: a cigarrinha se aloja predominantemente na região do colar e na face inferior das folhas mais jovens. Se o bico do pulvimetador não penetra essa camada foliar, o inseticida atinge apenas a periferia do alvo. Use bicos que gerem gotas médias a grossas, preferencialmente tipo TeeJet 110.04 ou 110.03, e posicione o bico a aproximadamente 50 cm da cobertura vegetal, apontado para baixo com ângulo de 10 a 15 graus. Isso aumenta significativamente a deposição na zona de alojamento do inseto.

Não existe inseticida que resolva o problema se a área estiver cercada por áreas infestadas de capim hoste, especialmente o capim-colonião e o braquiária. O manejo da bordadura é tão importante quanto a aplicação em si. Queime ou derrube essas plantas pelo menos 30 dias antes do plantio, criando uma barreira de não-host que retarda a chegada da cigarrinha ao milharal. Resistência é real e documentada. Em Santa Catarina, registros de menor eficácia de neonicotinoides sobre populações de D. maidis são relatados desde 2019. Se você opera nessa região, considere rotacionar para grupos com modo de ação diferente, como os fenilpirazóis ou as antranilamidas, e evite aplicar mais de duas vezes consecutivas da mesma classe química na mesma safra. O intervalo de resistência entre classes é de, via de regra, 45 a 60 dias de meia-vida do princípio ativo no inseto, então planeje a sequência com base nisso.

Para quem busca uma solução de ação prolongada além do seed treatment, a pulverização pós-emergência com beta-ciflutrina 100 g/L + thiamethoxam 250 g/L em mistura tank tem mostrado resultados consistentes de até 15 dias de proteção residual, dependendo da condição climática. O custo por hectare gira em torno de R$ 80 a R$ 120, variando conforme a região e o volume de calda adotado. O monitoramento deve ser feito semanalmente a partir do V2, usando conta-gotas ou rede de varredura de 30 cm de diâmetro. Caminhe em padrão em Z pela área e conte os insetos em 20 plantas por ponto amostral. Anote a média e compare com o limiar. Se a média for inferior a 2 por planta em duas avaliações consecutivas, o controle químico pode ser adiado. Se ultrapassar 3, aplique o inseticida no prazo de 48 horas.