Isca Artificial Para Pegar Tucunaré - Gentle river winds through serene hi-res stock photography and images ...
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O que funciona de verdade

A maioria dos pescadores começa com isca artificial para pegar tucunaré seguindo o que vendem nas prateleiras. O problema é que o que funciona em vídeo não funciona no rio. Tucunaré é predador de emboscada. Ele não persegue. Ele espera. A isca precisa chegar até ele sem parecer comida primeiro. Os dois modelos que consistentemente funcionam são o crankbait e o stickbait flutuante. Para profundidade raso até um metro e meio, stickbait de 10 a 13 centímetros com action forte de balanceio. Para profundidade média, entre um metro e meio e três metros, crankbait médio com bico médio e mergulho entre cinquenta centímetros e um metro e oitenta. Cores naturais como shad azul, blackback com pantera, e vermelho escuro são as que mais funcionam na maioria dos rios da bacia amazônica e do pantanal. cores neon chamam atenção mas geram dezenas de baterias falsas em água clara.

Isca artificial para pegar tucunaré: técnica de recuperacao

A recuperaçao é onde a maior parte dos pescadores erra. Vindo do peixe, voce faz um rewind rapido ate chegar ao peixe, para o peixe ver a isca. Depois, arremessa diagonalmente a favor da correnteza e deixa a isca cair naturalmente enquanto voce segura a linha solta por uns dois segundos. A partir dai, recuperaçao bem lenta, com pequenas pausas de dois a tres segundos, e uma pequena trepidação no varal a cada passada de manivela. O peixe mata na queda ou na pausa. Quase sempre na queda. Eu tive um caso especifico em Trombetas onde estava usando um stickbait de onze centímetros padrão e nao conseguia nenhuma bite por horas. A agua estava baixissima, transparente, com estrutura de madeira submersa. Troquei por um jig soft de quinze centímetros cor shad natural e comecei a acertar. O que aconteceu foi simples: o stickbait passava rapido demais e o peixe nao tinha tempo de reagir. O jig, por ter peso propio, caia naturalmente e mantinha a isca na zona de pesca por muito mais tempo sem precisar de tecnica ativa. Aprendi que em agua muito clara e com peixe pressionado, velocidade baixa so com peso proprio funciona melhor do que qualquer isca rapida.

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O detalhe que pouca gente leva em conta é o tamanho do anzol. Iscas importadas vêm com anzol numero 2 ou 1, que serve para tucunaré pequeno. Se voce esta pescando em rio grande e quer peixe acima de dois quilos, precisa trocar por anzol numero 4/0 ou 5/0. Anzol fraco quebra na fisgada. Isso é comum demais e o pescador so percebe quando perde o peixe na hora da ferrada. Outra coisa contra intuitiva: peixe maior, isca menor. Parece errado, mas em periodo de seca, quando a agua tá baixa e o tucunaré tá comendo alevinos pequenos, isca grande demais sposta o peixe. Voce pode testar um soft bait de oito centímetros e ainda assim desencadear bataria em tucunaré de quatro quilos. Já vi isso acontecer varias vezes.

O contra lado é que isca artificial tem limitaçao clara: em águas barrentas com muita turbidez extrema, ela perde eficacia. Nesses casos, isca viva ou pedaço de peixe inteiro como douradinha funciona muito melhor. Se a visibilidade tá abaixo de trinta centímetros, esqueça o crankbait e parta pra isca natural. Também tem o custo. Uma isca boa custa entre sessenta e cento e cinquenta reais, e voce perde varias por enrosco em troncos e pedras. Um peão de pesca com tucunaré gorda perde pelo menos duas iscas por dia de pesca intensa. Isso eleva o custo por batida em comparacao a isca viva. Se voce está começando, comece com um crankbait medio de boca curta e um soft jig. Teste as tres cores que mencionei. Não adianta comprar vinte iscas diferentes na primeira saída. Aprenda a trabalhar duas ou tres bem. A tecnica de recuperacao lenta com pausa é o que separa quem pesco um peixe de quem pesca dez num dia bom. O resto é pratica.