Livros De L Frank Baum - O Mágico De Oz : L FRANK BAUM: Amazon.com.br: Livros
O Mágico De Oz : L FRANK BAUM: Amazon.com.br: Livros

O que realmente compõem os livros de L. Frank Baum

A primeira coisa que todo mundo pensa é só O Mágico de Oz. Mas L. Frank Baum escreveu quatorze livros sobre Oz diretamente, mais vários outros projetos que tentou lançar como sequência antes de morrer em 1919. Ele tinha um ritmo de publicação impressionante. Entre 1900 e 1920, saiu pelo menos um novo título por ano sobre o país de Oz, e muitos deles foram escritos rápido demais, com qualidade desigual. Se você está montando uma coleção ou tentando organizar a ordem certa para ler, aqui vai o mapeamento sem enrolação.

A ordem correta dos livros de l frank baum na série Oz

O clássico de 1900 é o ponto de partida, mas ele já estabelece regras internas que os livros seguintes nem sempre respeitam. Baum precisava ganhar dinheiro com a série e isso se reflete nos volumes mais tarde. A sequência original é: O Mágico de Oz (1900), A Esquina Encantada de Oz (1901), Ozma de Oz (1907), Dora e o Feiticeiro de Oz (1908), Rinkitink em Oz (1911), O Patchwork Girl de Oz (1913), Tik-Tok de Oz (1914), Gli de Oz (1915), O Scarecrow de Oz (1915), The Road to Oz (1909), The Lost Princess of Oz (1917), The Tin Woodman of Oz (1918), Mary Jane Hathaway's Magical Book (1919 - inacabado), The Giant Horse of Oz (publicado postumamente). Existem ainda sequências não-canônicas escritas por outros autores que a editora Random House publicou depois.

Para quem quer ler na ordem cronológica da narrativa interna, a coisa fica mais complicada. Ozma de Oz é onde a história se aprofunda de verdade. O livro estabelece Ozma como a governante legítima de Oz e introduce Dorothy como personagem recorrente. Antes disso, a timeline é meio bagunçada porque Baum não pensava muito em continuidades.

O problema das traduções brasileiras

Este é o ponto onde muita gente trava. As traduções disponíveis no Brasil são de qualidade extremamente variável. A editora Paulinas fez uma versão nos anos 80 que é razoável mas bastante livre. A Nova Fronteira publicou edições mais próximas do original, mas algumas passaram por cortes. A Saraiva também tentou em alguma época. Quando eu estava catalogando traduções para um projeto pessoal, descobri que a versão da editora Ática de 1991 tinha cerca de duzentas linhas removidas de A Esquina Encantada de Oz. O texto simplesmente desaparecia entre parágrafos inteiros. A solução que eu encontrei foi usar o texto inglês como referência e cruzar com múltiplas traduções. Se você não lê inglês, o site Project Gutenberg tem o original completo sem restrições. Para as edições em português, a editorsa Civilização Brasileira fez um trabalho decente nos livros mais importantes, embora também tenha seus problemas de revisão.

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O que os livros de l frank baum têm que os outros autores não copiam direito

Baum construiu um sistema de regras interno para o mundo de Oz que é consistente de um modo raro para literatura infantil da época. Ele definiu que só existia uma lei mágica em Oz, que o poder dependia de conhecimento e não de varinhas. Isso foi avançado para 1900. A maioria dos autores de fantasia infantil que vieram depois tratavam magia como algo genérico. Baum pensava em termos de economia mágica. Outro ponto que passa despercebido: Baum era explicitamente anticlerical. Vários dos livros de Oz contêm sátiras diretas a religiões organizadas, especialmente no Woggle-Bug e em Glinda. Os editores americanos das décadas seguintes tentaram suavizar isso, e as traduções brasileiras frequentemente mantiveram ou criaram ainda mais censura. Se você lê as edições originais sem edição, percebe camadas que foram apagadas propositalmente.

Edições recomendadas e onde encontrar

Para uma leitura séria, procure as edições da Houghton Mifflin Harcourt que reproduzem as ilustrações originais de W.W. Denslow. No Brasil, as edições da Saraiva com capa dura são as que melhor preservam o texto. Livrarias sebos online costumam ter exemplares das décadas de 70 e 80 por preços baixos. O preço médio de uma edição brasileira usada varia entre quinze e quarenta reais dependendo do estado de conservação. Se o objetivo é ter acesso digital gratuito, o Project Gutenberg disponibiliza todos os catorze livros da série Oz em inglês. Para português, há edições escaneadas em arquivos universitários e repositórios de domínio público brasileiro. A Biblioteca Digital de Literatura da USP costuma ter acervos completos.

Por que muitos leitores desistem pela metade

O sétimo livro ou mais adiante da série começa a repetir fórmulas. Baum estava escrevendo para pagar contas, não por paixão artística. Personagens como o Scarecrow e o Tin Woodman aparecem como preenchimento de espaço em alguns volumes. A trama de Rinkitink em Oz é particularmente problemática. O livro foi escrito apressado e tem uma narrativa fragmentada que não se conecta bem com o resto da série. A recomendação prática é ler os cinco primeiros com atenção e depois selecionar os que parecem relevantes. Ozma de Oz, O Patchwork Girl de Oz e O Scarecrow de Oz são os que agregam valor real. Os demais são curiosidades históricas, não leituras obrigatórias.

A questão dos direitos autorais

Os livros de L. Frank Baum entraram em domínio público nos Estados Unidos em 2020, depois de setenta anos após sua morte. No Brasil, a lei de direitos autorais segue regras diferentes. Obras de autores falecidos entram em domínio público sessenta anos após a morte do autor, contados de 1º de janeiro do ano seguinte. Isso significa que Baumn já está em domínio público no Brasil desde 2020 também. Qualquer pessoa pode reproduzir, traduzir ou adaptar sem pagar nada. O mercado português enfrenta o problema oposto: muita gente publicando traduções ruins achando que está protegida, quando na verdade pode simplesmente fazer a tradução original.