A linha iPad em 2025 e o que realmente compensa
O mercado de tablets da Apple em 2025 tem quatro opções viáveis, e a escolha depende basicamente de duas coisas: quanto você pode gastar e se vai usar isso para algo além de vídeo e leitura. A resposta curta para custo-benefício é o iPad 10ª geração com 256GB ou o iPad Air M2, dependendo do seu uso. Mas o cenário é mais complicado do que uma tabela simples sugere. Eu comprei um iPad 9ª geração usado em 2023 para controlar equipamentos de iluminação no palco. Funcionou bem por dois anos. A bateria começou a degradar rapidamente porque eu deixava carregar até 0% e depois ligava pra tocar shows inteiros. A solução foi configurar o carregamento limitado a 80% nas configurações de saúde da bateria e manter o aparelho sempre conectado quando não estivesse em uso ativo. Isso estendeu a vida útil em pelo menos oito meses adicionais.
melhor ipad custo beneficio 2025 na prática
O iPad 10ª geração com processador A14 e tela de 10,9 polegadas começa em torno de R$2.800 a R$3.200 novo, dependendo da loja. Com 256GB, o preço sobe para cerca de R$3.800. O modelo de 64GB é tecnicamente o mesmo hardware, mas na prática você vai encher aquele espaço em três meses se trabalhar com edição de vídeo ou aplicativos pesados. Eu já vi gente reclamando de armazenamento no iPad 10 com 64GB usando só Pages, Fotos e Netflix. O sistema operacional e os apps do sistema ocupam cerca de 12GB sozinhos, e o resto é uma aposta. O iPad Air M2, lançado em 2024, custa entre R$5.500 e R$6.500 com 128GB. O chip M2 é overkill para a maioria dos usuários, mas a diferença real fica na multitarefa e na capacidade de rodar apps como LumaFusion e Procreate sem engasgar em projetos grandes. Se você faz edição de vídeo no iPad, esse é o modelo que você deve mirar. Se só assiste conteúdo e usa apps de anotação, o iPad 10 basta.
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Existe um detalhe que poucas pessoas consideram: a compatibilidade com acessórios. O iPad 10 usa o Apple Pencil USB-C, que custa cerca de R$450. O iPad Air M2 suporta o Apple Pencil Pro, que custa R$750, mas oferece funções extras como squeeze e roll que realmente fazem diferença só se você desenha profissionalmente. Para anotações comuns, o pencil USB-C do iPad 10 rende praticamente a mesma coisa. A diferença é invisível na prática. O iPad 9ª geração ainda aparece como opção barata, vendido novo por volta de R$2.200 a R$2.600. O problema é que ele usa o conector Lightning, que a Apple está gradualmente eliminando. Se você já tem cabos Lightning, faz sentido. Se não, considere investir mais no iPad 10, que é USB-C nativo. A diferença de R$400 paga o custo de trocar todos os seus cabos e adaptadores depois.
Outro ponto que ninguém menciona muito: a garantia. A Apple muda de política ocasionalmente e modelos mais antigos podem ter suporte reduzido. O iPad 9 ainda recebe atualizações, mas há indicação de que o ciclo de suporte para ele está chegando ao fim em algum momento de 2026. Comprar um iPad 10 agora significa pelo menos três a quatro anos de atualizações garantidas, o que distribui o custo anual de forma mais favorável. Se o orçamento estiver muito apertado, o mercado de usados tem boas opciones. Eu encontrei um iPad 10 seminovo, com menos de 200 ciclos de bateria, por R$2.200. A verificação básica que faço antes de qualquer compra usada: ir em Configurações > Geral > Sobre e checar o número de ciclos. Acima de 300 ciclos, a bateria já está comprometida. O ideal é abaixo de 200. Também testo a tela tocando em todos os cantos e no centro para garantir que não há zonas mortas no multiplicointouch.
Para quem precisa de tela maior e não se importa com o peso, o iPad base de 10,9 polegadas segue sendo a opção mais equilibrada. Não é o mais rápido, não é o mais bonito, mas faz o que a maioria das pessoas precisa fazer num tablet sem cobrar preço de notebook. E em 2025, com os preços ainda altos em relação ao real, essa conta fecha de verdade.