Nome Das Cordas Do Baixo De 5 Cordas - Mapa Do Braço Do Baixo de 5 Cordas | PDF
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O básico que todo mundo já sabe, mas não custaar

Um baixo de cinco cordas tem afinação padrão B-E-A-D-G, indo da mais grave para a mais aguda. A quinta corda é o B abaixo do E do baixo convencional de quatro cordas. É isso, não tem muito mistério. A ordem inversa, do mais agudo ao mais grave, seria G-D-A-E-B. O diapasão costuma ser levemente maior que o de um quatro cordas, e a tensão distribuída de forma diferente porque você tem uma corda extra muito grave.

nome das cordas do baixo de 5 cordas

Quando você compra as cordas, na embalagem vem escrito algo como 045-100 ou 050-110. O número menor é aespessura da corda mais grave (o B) e o maior é a da mais aguda (o G). Marcas famosas como D'Addario, Ernie Ball e GHS têm linhas inteiras feitas specifically para cinco cordas. Uma coisa que poucos iniciantes percebem: não adianta tentar usar um conjunto de quatro cordas com um adaptador ou algo assim. As escalas e o setup ficam errados e você vai ter ação inconsistentemente alta na corda de B. No meu primeiro baixo de cinco cordas, um MUSICMAN StingRay 5, eu comprei um jogo de cordas barato genérico que vinha marcado "5-string" mas na prática a corda de B era tão macia que soava como uma corda de violão desafinada em dois semitons. O problema era que o encoorde era muito fino para o scale length daquele instrumento. Troquei por um D'Addario NYXL 050-110 e o B ganhou corpo e definição. Gastei uns R$80 a mais, mas economizei duas semanas de frustração.

A afinação padrão é a mais usada porque cobre a maior parte do repertório moderno: jazz, funk, pop, metal, tudo. Tem gente que afina em C-ADGC para ter o C mais grave, mas isso é niche e exige um baixo com escala ainda maior e ajustes no nut. Se o seu baixode cinco cordas vier de fábrica com B-E-A-D-G, a menos que você tenha um motivo muito específico, fique com esse padrão. Uma coisa contra-intuitiva que eu aprendi na prática: a corda de B em muitos baixos de cinco cordas não precisa ser dedilhada com o polegar da mão de trução da mesma forma que o E em um quatro cordas. Muitos baixistas mantêm o dedo indicador ou médio na B e usam o anelar no E, especialmente em passagens rápidas. Parece estranho no começo porque seu cérebro quer tratar a B como se fosse o E estendido, mas o braço acaba se adaptando em poucas semanas de prática.

Se você toca em uma banda onde o baterista usa bumbo duplo ou percussão pesada, a corda de B tende a embolar se o nível estiver muito baixo. O workaround que eu uso é ajustar a ação da B em cerca de 0,2mm a mais que as outras cordas, só o suficiente para evitar o zumbido contra as trastes mais graves, e usar um equalizador com um leve corte em 80-100Hz se o som ficar muito "embolado" no palco. Não é solução perfeita, mas funciona na maioria dos cenários ao vivo. Outro ponto que as lojas não enfatizam: troque as cordas mais frequentemente do que substituiria num quatro cordas. A corda de B recebe muito mais tensão e vibra com maior amplitude, o que significa que ela desgasta mais rápido tanto mecanicamente quanto na sustentação do timbre. Num quatro cordas, eu troca a cada três meses tocando regularmente. No cinco, considero a cada dois meses, ou antes se notar perda de brilho na região do B.

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Como ajustar o setup inicial

O setup de um baixo de cinco cordas exige atenção extra no nut e no bridge. O nut precisa ter as ranhuras afiadas o suficiente para as cordas mais grossas sem causar buzzing, mas sem prender demais a ponto de desafinar quando você aperta a casa 1. Eu já vi baixistas tentarem alargar o nut com lixa e acabar destruindo a peça, gastando R$150 numa substituição que poderia ter sido feita com limas corretas. A escala ideal para um cinco cordas com B padrão varia entre 34 e 35 polegadas. Escalas mais longas (35 a 36 polegadas) dão mais tensão na B e mais clareza, mas exigem mais força nos dedos. Escalas mais curtas (32 a 34 polegadas) são mais confortáveis mas a B pode ficar "mole" e perder definição, especialmente se o encoorde for acima de 050. Para quem está começando no cinco cordas, uma escala de 34 polegadas com cordas 050-110 é um meio-termo sólido.

O braço também precisa ser verificado. A tensão total das cinco cordas puxa o braço com mais força do que quatro. Se o baixo não tiver vara de regulação ajustável, o problema se agrava com o tempo. Um ajuste de trave a cada seis meses é razoável, dependendo da umidade e temperatura do ambiente onde o instrumento fica. Se o seu orçamento é apertado e você está considerando comprar um usado, fuja de baixos de cinco cordas baratos que vieram com cordas 040-100. those são conjuntos mal especificados que tentam simular um cinco cordas usando escala de quatro cordas. O B vai soar apagado e a resposta entre as cordas mais graves será inconsistente. Marque um luthier ou alguém de confiança para testar antes de comprar.

Para quem vai gravar, a corda de B pede um pré-amplificador ou DI box com boa resposta em frequências muito baixas. Alguns equipamentos mais antigos cortam automaticamente abaixo de 40Hz, o que elimina o B inteiro. Use um equipamento que vá até no mínimo 20Hz se quiser capturar a substância completa da corda mais grave. Caso contrário, você vai depender de um sub ou de uma gravação separada para dar peso ao baixo. Existe ainda a opção do splitcoil ou humbucker com captação específica para a região do B. Alguns baixos de cinco cordas têm um captador separado para as três cordas mais graves e outro para as duas mais agudas. Isso permite mixagem diferenciada: você pode dar mais presença na B e reduzir o G quando o arranjo estiver muito cheio. Não é necessário, mas faz diferença em gravações profissionais.

O importante é entender que o nome das cordas não muda, mas a forma como você trata cada uma delas no dia a dia é diferente de um quatro cordas. A B não é apenas um E estendido. Ela exige tensão correta, encoorde adequado e atenção constante ao setup. Se você negligencia qualquer um desses pontos, o instrumento não soa bem, independentemente do quanto você pratique. Não existe corda mágica que resolva todos os problemas de um cinco cordas mal ajustado. Mas com as configurações certas e um pouco de experiência, a vantagem de ter aquela nota adicional — seja para linhas graves mais profundas em metal ou para extensões harmônicas em jazz — se paga rapidamente.