O Que Passar Na Corrente Da Bicicleta - O que passar na corrente da bike? Veja produtos e aplicações
O que passar na corrente da bike? Veja produtos e aplicações

Proteger a corrente da bicicleta não é coisa complicada, mas muita gente faz errado

Você provavelmente já ouviu conselhos contraditórios sobre o que passar na corrente da bicicleta. Tem gente dizendo que óleo de costura funciona, tem outro recommending graxa branca, e ainda tem aqueles vídeos na internet vendendo produtos caros que basicamente são lubrificantes comuns com embalagem bonita. A realidade é mais simples do que parece.

O que passar na corrente da bicicleta: as opções reais

Existem basicamente três categorias de produto para manutenção de corrente. Lubrificantes secos, lubrificantes molhados e limpas-corrente ou pastas de limpeza. Cada um tem seu lugar, e usar o errado no clima errado é o erro mais comum que eu vejo. Lubrificante seco é aquele que vem em spray e forma uma película fina depois de secar. Funciona bem em condições secas, poeira e tempo quente. O problema é que ele não dura muito. Em dias normais, você aplica e esquece por uma semana, no máximo duas. Se chover, sumiu. Eu já passei dois dias na chuva em Minas Gerais com lubrificante seco na corrente e no final do segundo dia o barulho era insuportável, aquela coisa de metal batendo em metal sem nada entre eles.

Lubrificante molhado é mais viscoso, fica grudado na corrente por mais tempo e aguenta chuva melhor. É o que a maioria das pessoas deveria usar na maior parte do tempo, especialmente se mora em lugar onde chove com frequência. A desvantagem é que ele atrai mais sujeira. Pó, terra, areia tudo cola na película grudenta e acaba virando uma lixa branca que desgasta a corrente mais rápido do que deveria. Se você passa bastante tempo em estradas de terra ou cicloviário sujo, esse é o ponto que mais importa. Tem ainda os lubrificantes de teflon ou cerâmica, que ficam num meio-termo entre seco e molhado. São bons, mas caros. Se o orçamento apertar, não adianta comprar o mais caro e aplicar mal. Um lubrificante molhado aplicado corretamente vai servir melhor do que um produto premium aplicado de qualquer jeito.

Como aplicar de verdade

A maioria das pessoas aplica lubrificante na corrente parada, deixa escorrer e pronto. Isso não funciona direito porque o lubrificante fica só na superfície externa dos pinos e não penetra onde precisa estar, que é dentro dos links, entre os roletes e as placas laterais. O jeito certo é aplicar gota por gota em cada pino enquanto gira o pedivela para trás. Você aplica uma gota no pino de cada link, na junção onde a placa lateral encontra o pino. Não precisa encharcar. Se precisar de mais de duas voltas no pedivela para aplicar em toda a corrente, está usando produto demais. O excesso só atrai sujeira.

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Depois de aplicar, gira o pedivela algumas vezes para distribuir e deixa a corrente agir por uns dez minutos. Aí sim passa um pano seco em toda a extensão para tirar o excesso. Esse passo do pano é o que diferencia quem lubrifica direito de quem só molha e esquece. Corrente com lubrificante sobrando é correia de transmissão atraente de areia.

Quando limpar antes de lubrificar

Se a corrente está preta, grossa e com aquela pasta marrom-escura de graxa velha misturada com sujeira, lubrificar por cima não resolve. Você está colocando produto novo sobre camadas de abrasivo. Nesses casos, o ideal é limpar primeiro. Tem máquina de limpar corrente coisa que parece uma caixa pequena com cerdas que você passa na corrente várias vezes. Custa entre vinte e cinqüenta reais, dura anos e funciona bem se a corrente não estiver extremamente suja. Para correntes mais negligenciadas, o método caseiro funciona também: remove a corrente, coloca num pote com querosene ou thinner e deixa de molho por meia hora. Esfrega com escova de dente velha, enxágua com álcool isopropílico para tirar o solvente e seca bem antes de lubrificar. Esse processo leva uns vinte minutos e transforma uma corrente que parecia inviável em algo que funciona bem.

Eu tive um caso assim com uma bicicleta que meu irmão deixou parado dois anos sem usar. A corrente estava praticamente soldada pela corrosão. O querosene resolveu, mas eu precisei forçar um pouco os links com os dedos para soltar. Se o link estiver travado e não soltar mesmo depois da limpeza, essa corrente precisa ser trocada, não importa o quanto você passe produto nela.

Sinais de que a corrente precisa ser trocada

Lubrificar não resolve tudo. Corrente esticada por desgaste não volta ao normal com produto algum. O indicador de desgaste de corrente custa quinze reais e mostra quando chegar na hora de trocar. Quando o medidor encosta no metal ou a corrente salta na coroa sob carga, é sinal de que os pinos e as placas já se desgastaram além do ponto de funcionamento adequado. Deixar corrente velha funcionar desgasta também a coroa e a catraca, então a economia de não trocar a tempo pode sair cara. Uma corrente nova custa entre sessenta e cento e cinquenta reais dependendo do modelo. Um conjunto de coroas e catracas desgastadas pela neglicência pode passar de trezentos reais facilmente.

Periodicidade

Não existe regra fixa porque depende de como você usa a bicicleta, mas como referência: se pedala todo dia em cidade, verifique a cada quinze dias se precisa de lubrificação e meça o desgaste todo mês. Se for uso mais esporádico ou estrada de terra, revise a cada quinze dias no mínimo, mesmo que não pareça necessário, porque a umidade e a poeira degradam o lubrificante existente.