Passos De Quadrilha Simples - Passos De Quadrilha Simples - FDPLEARN
Passos De Quadrilha Simples - FDPLEARN

Quadrilha simples para quem está começando

A quadrilha é uma dança de festas juninas com estrutura coreográfica bem definida. O termo passos de quadrilha simples se refere aos movimentos básicos que formam a base de toda apresentação. Não tem segredo, mas exige coordenação e prática. O que a maioria dos iniciantes não entende no início é que a música ditadora o ritmo dos movimentos, não o contrário. Cada passo está sincronizado com a batida específica. Se você tentar decorar os movimentos primeiro e depois encaixar na música, vai travar. O correto é ouvir a música repetidamente enquanto treina os pés no lugar, sem sair do spot. Isso leva cerca de duas semanas de treino diário de 20 minutos para consolidar a memória muscular.

Os passos fundamentais são: o passo básico de marcha, o passo lateral (também chamado de passo de valsa), a troca de pares, o movimento de abrir e fechar a fila, e a chamada do quadrilhão. Cada um deles tem variações regionais, mas a versão padrão que ensino funciona em qualquer contexto.

Passos de quadrilha simples para festa junina

Vou explicar cada um deles com detalhes práticos que raramente aparecem em tutoriais online. O passo básico de marcha consiste em avançar dois passos para frente e dois para trás, mantendo os pés paralelos aos ombros. A contagem é 1-2-3-4, com a mão direita dando um leve balanço natural. O erro mais comum é dar passos muito largos. Passos largos desequilibram o parceiro e arriscam pisar nos pés da pessoa da fila de trás. Mantenha o passo na largura do quadril, no máximo. Isso faz toda a diferença na hora de formar figuras em grupo.

O passo lateral é executado abrindo os pés para o lado direito em três tempos e fechando no quarto tempo. Depois repete para o lado esquerdo. Parece simples, mas o problema real aqui é o peso do corpo. A maioria das pessoas transfere o peso todo para a perna de apoio, deixando a perna de movimento travada. O resultado é um passo truncado e visualmente ruim. A solução é manter 60 por cento do peso na perna de apoio e deixar a outra perna leve, quase flutuando. Pratique isso encostado na parede primeiro até tirar o vício de travar o joelho. A troca de pares é o momento mais crítico da coreografia. Dois casais se encontram no centro da formação, cruzam os braços formando um arco e passam por baixo dele mudando de posição. O detalhe que ninguém explica: o parceiro que está passando por baixo do braço deve inclinar o tronco levemente para frente, não para trás. Se inclinar para trás, o braço do outro dançarino aperta o pescoço e o movimento fica desconfortável. Vi isso acontecer em pelo menos três apresentações no ano passado. A correção foi pedir para todos treinarem a troca com os olhos abertos, prestando atenção na linha do ombro, não no chão.

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O movimento de abrir e fechar a fila envolve as duas fileiras (a do noivo e a da noiva) caminhando em direções opostas e depois voltando ao lugar. O segredo aqui é a velocidade. As fileiras precisam estar na mesma velocidade angular. Se uma avança mais rápido que a outra, o alinhamento quebra e forma-se um buraco no meio da formação que é muito visível para o público. Recomendo usar um contador de passos mental: dois passos para abrir, dois para voltar. Sempre no compasso 4/4 da música. Uma observação importante sobre a estrutura geral: a quadrilha tradicional segue uma sequência fixa chamada "chamadas". Cada chamada nomeia um movimento específico que os dançarinos executam. Para uma quadrilha simples, são necessárias apenas quatro chamadas: a abertura, a troca de pares, o quadrilhão e o encerramento. Quanto mais chamadas, mais complexa a coreografia fica, e o risco de erro aumenta exponencialmente.

O quadrilhão é a parte final onde todos os dançarinos formam um círculo grande, segurando as mãos, e caminham em sentido horário. É simples, mas muitas pessoas aceleram sem perceber. O resultado é um círculo que se desfaz porque os de fora correm mais devagar que os de dentro. A regra prática é: o dançarino mais externo deve dar o dobro do passo do dançarino mais interno. Simples assim. Treine isso com um amigo em círculos de tamanhos diferentes até entender a proporção. Outro ponto que vale mencionar: a roupa influencia diretamente na execução dos passos. Salto alto ou sapato de sola lisas escorregam demais no piso de terra ou cimento, comum em festas juninas ao ar livre. Use sapatos com sola de borracha ou evite andar descalço. Já vi grupos inteiros abandonarem a coreografia completa por causa de pisões acidentados no terceiro movimento. Melhor prevenir do que remendar no dia da festa.

Se você está organizando um grupo pequeno, recomendo começar com apenas os quatro passos fundamentais e treinar cada um separadamente antes de juntá-los. Levanta cerca de 3 a 4 semanas de treino consistente para um grupo de 8 a 12 pessoas executar uma coreografia simples sem erros graves. Mais do que isso é apenas refinamento. Existe uma limitação prática que poucos mencionam: passos de quadrilha simples funcionam bem para eventos com até 20 dançarinos. Acima disso, a coordenação em grupo começa a exigir chamadas mais complexas e coreografias mais elaboradas. Nesse caso, o simples deixa de ser vantajoso. Considere contratar um coreógrafo profissional ou usar uma gravação de referência com numeração de posições no chão antes de ensaiar.

Para download de partituras e registros coreográficos, o site da Biblioteca Nacional mantém acervos digitalizados de quadilhas tradicionais de São Paulo e Minas Gerais, organizados por região e época. Consulte a seção de patrimônio cultural imaterial para encontrar arquivos em PDF com partituras sincronizadas e descrições passo a passo.