Qual A Melhor Tinta De Cabelo Para Quem Tem Progressiva - qual a melhor tinta de cabelo para quem tem progressiva? Descubra!
qual a melhor tinta de cabelo para quem tem progressiva? Descubra!

Como pintar o cabelo depois da progressiva

Ama e quer fazer cor? A gente se fala. Mas antes de abrir uma caixa de tinta, tem que entender uma coisa que todo mundo ignora: a progressiva não sai do seu cabelo sozinha porque você passou uma tintura. Ela é depositada. Quer dizer, o queratina fica grudado na cutícula e qualquer produto básico vai desgastando isso com o tempo. Se você usar uma tinta com amônia forte, pode tirar parte dessa proteção em uma única aplicação. O cabelo não quebra na hora, mas a progressiva perde a duração e o efeito liso começa a sumir mais cedo. Eu vi muita gente chegar aqui perguntando se pode pintar e eu sempre peço para mostrar a receita. A maioria das tintas baratas que todo mundo compra no mercado tem amônia pura ou hidróxido de amônio em concentração alta. Isso já é um problema. Quando eu atendi uma cliente que tinha feito progressiva carbocisteína e resolveu passar uma tinta permanente preta 100% de amônia, a progressiva simplesmente desandou em duas semanas. Ela chorou. Eu não chorei. Já tinha visto isso antes.

qual a melhor tinta de cabelo para quem tem progressiva

A resposta curta é: tinta sem amônia ou com baixíssima concentração. Mas a resposta real envolve entender o que existe no mercado. As linhas sem amônia usam MEA (monoetanolamina) ou aminoácidos como alcalinizantes. Elas são mais suaves, abrem menos a cutícula e não atacam tão aggressively o queratina que foi depositado. Marcas como L'Oréal Serie Expert, Wella Color Touch, Goldwell DualSens e algumas linhas artesanais de tintura vegetal são as opções que profissionais realmente indicam nesses casos. O problema é que sem amônia a tinta demora mais para penetrar e o resultado final pode ser um pouco menos intenso. Isso é o preço que você paga por manter a progressiva viva. Às vezes vale a pena. Às vezes não. Depende do que você quer conseguir. Se o objetivo é só matizar um tom ou escurecer, tintas sem amônia funcionam muito bem. Se você precisa clarear duas ou três tonalidades, aí a coisa complica e eu aviso desde já: você provavelmente vai sacrificar um pouco da progressiva durante o processo de clareamento. Não tem jeito mágico.

O jeito certo de aplicar

A ordem importa bastante. O ideal mesmo é pintar antes da progressiva. Se você já fez a progressiva e quer colorir, espere pelo menos quinze dias. Isso permite que os resíduos da química se estabilizem e que o cabelo pare de "sangrar" queratina. Pintar em cima de progressiva fresca é pedir para dar errado. O resultado fica irregular, o tom pode não pegar direito e a progressiva estraga antes da hora. Quando for aplicar, useDeveloper de volume baixo. 20 volumes é suficiente para a maioria das situações. 30 volumes já começa a ser agressivo demais para um cabelo com queratina ainda ativo. Misture a tinta com o oxidante na proporção que a própria fabricante indica e não invente fórmula. Eu já vi gente adicionar mais oxidante "para acelerar" e acabar com o cabelo alisado em dois dias. Isso acontece mais do que deveria.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Um detalhe que pouca gente leva em conta: o pH do cabelo depois da progressiva fica alterado. Tintas comuns são feitas para pH neutro ou levemente alcalino do cabelo não tratado. Com a progressiva, o pH sobe naturalmente e a tinta pode reagir de forma diferente. Por isso muitos profissionais preferem deixarem a tintura agir um pouco mais do que o recomendado na embalagem quando o cabelo tem queratina recente. O tempo extra compensa a diferença química. Não é regra absoluta, mas funciona na prática.

Quando a tinta falha e o que fazer

Tem situação em que a tinta simplesmente não segura em cabelo com progressiva. Eu já tive um caso assim: cliente loira, cabelo tingido de ruivo escuro antes da progressiva, querendo voltar ao loiro natural. A primeira tentativa com tinta sem amônia não abriu o pigmento vermelho e o resultado ficou um laranja feio. A solução foi fazer uma remoção suave de cor antes, usando um produto à base de ácido ascórbico, e só depois aplicar a tinta loira. A progressiva não saiu completamente porque a remoção foi feita com cuidado, mas o tom finalmente pegou. O tempo total foi de cerca de uma hora e trinta minutos no salão, com intervalo de lavagem no meio. Outro caso comum é a cor desbotando rápido. Isso não é necessariamente culpa da tinta. É a progressiva que está saindo e levando a cor junto. Quando isso acontece, a gente indica tonalizantes entre mechas ou lavagens, que são produtos mais leves e que renovam a cor sem agredir a estrutura já tratada.

O que eu não recomendo de jeito nenhum é pintar o cabelo todo com tinta permanente logo após a progressiva. Ou esperar um mês ou fazer um teste em uma mecha primeiro. O teste custa cinco minutos e evita dor de cabeça de três semanas. Na dúvida, use a mecha de teste. Se o tom pegou e a progressiva permaneceu intacta, tudo bem. Se a cor desbotou rápido ou a textura mudou, aí você já sabe que precisa ajustar a abordagem antes de passar no cabelo inteiro. Se você estiver disposto a investir, tintas com queratina na composição ajudam a manter a estrutura enquanto a cor é depositada. Marcas como Keraplex e algumas linhas da Schwarzkopf têm essas versões. O custo é mais alto, mas o cabelo agradece. E se seu objetivo é só cobrir raiz ou atualizar o tom sem mudar muito, aí tintas sem amônia comDeveloper 10 volumes resolvem rápido e com pouco risco.

O mais importante é não tratar cabelo com progressiva como cabelo comum. Ele responde diferente. Entender isso evita desperdício de dinheiro e evita transformar um investimento bom em uma história ruim.