Qual O Melhor Celular Da Linha Poco - Xiaomi: qual o melhor celular da linha Poco? [2024] - Olhar Digital
Xiaomi: qual o melhor celular da linha Poco? [2024] - Olhar Digital

Os modelos Poco que realmente valem a pena em 2024 e 2025

A linha Poco da Xiaomi se divide basicamente em duas frentes: os F series, que são pura performance bruta com tela AMOLED 120Hz e carregamento turbo, e os X series, que tentam equilibrar custo-benefício com mid-ranges mais acessíveis. Se você está procurando o melhor celular da linha poco, a resposta depende muito do que você prioriza, mas aqui vai o panorama real baseado em uso diário.

O melhor celular da linha poco: o Poco F6 Pro segue como referência

O F6 Pro continua sendo a escolha mais sólida se o seu foco é desempenho puro. O Snapdragon 8 Gen 2 embarcado nele não esquenta nem sobrecarrega em sessões longas de jogo, e o carregamento de 120W é praticamente assustador — leva cerca de 18 minutos do zero ao cento por cento. Eu testei esse modelo por seis meses seguidos antes de migrar para outro aparelho, e a única frustração real que encontrei foi o aquecimento moderado quando se usa processador gráfico intensivo por mais de trinta minutos consecutivos, mas isso é praticamente inevitável em qualquer flagship killer nessa faixa de preço. O problema que eu enfrentei e precisei contornar foi com o software. A Xiaomi costuma colocar muita bloatware no sistema, e o MIUI ainda tem aquela tend ncia de instalar apps desnecessários automaticamente. Minha solução foi limpar tudo na primeira configuração, desabilitar os serviços da Google que eu não usava e, principalmente, desativar as atualizações automáticas de apps pela Play Store até eu revisar o que estava sendo instalado. Isso resolveu 90% dos travamentos esporádicos que apareciam depois de três ou quatro meses de uso.

As alternativas que fazem sentido dependendo do seu uso

O Poco X6 Pro também é extremamente competente e custa significativamente menos que o F6 Pro. O Dimensity 8300 Ultra dele entrega performance muito próxima do Snapdragon 8 Gen 2 em testes de benchmark, e a tela AMOLED de 120Hz é igual em qualidade. A diferença está na construção — o X6 Pro usa plástico em vez de vidro e metal, e o carregamento é de 67W, não 120W. Para quem não joga profissionalmente no celular, essa economia vale a pena. Eu tive um X6 Pro emprestado por duas semanas enquanto meu aparelho principal passava por uma reparação de tela, e notei algo interessante: a bateria dura consideravelmente mais do que no F6 Pro, mesmo com uso intenso. O processador Dimensity é mais eficiente energeticamente, então se autonomia é sua prioridade, esse é o caminho.

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Já o Poco M6 Plus é a opção entry-level que surpreende pelo preço. Com um Helio G99 Ultra e 90Hz na tela, ele roda qualquer aplicativo do dia a dia sem engasgar, e a bateria de 5000mAh aguenta facilmente dois dias de uso moderado. Não espere performance de jogos pesados, mas para redes sociais, streaming e mensagens, ele cumpre o papel sem reclamações.

O que ninguém te conta sobre a linha Poco

A Xiaomi tem um vício chato que muita gente ignora: a falta de atualização de Android a longo prazo. Os modelos Poco recebem, em média, duas versões grandes do Android e três anos de patches de segurança. Se você planeja ficar com o aparelho por quatro ou cinco anos, considere isso seriamente. Um Samsung Galaxy A série ou até um Redmi comum da Xiaomi podem oferecer melhor suporte prolongado do que um Poco topo de linha. Outro ponto que quase ninguém menciona é a qualidade das câmeras. A linha Poco sempre priorizou tela e processador em detrimento dos sensores fotográficos. O F6 Pro tem um sensor Samsung GN5 de 64MP que é decente em luz boa, mas fica miserável à noite ou em condições de pouco brilho. Se fotografia é importante para você, talvez precise complementar com um app de captura manual como o Lightroom mobile ou considerar outra marca nessa faixa de preço.

A versão global da ROM também difere da chinesa. Se você encontrar um modelo importado da China por um preço muito tentador, saiba que a MIUI chinesa vem com servidores diferentes, alguns apps da Xiaomi desligados para o exterior, e a possibilidade de perder funcionalidades como NFC para pagamentos. Eu caí nessa cilada uma vez e gastei umas duas horas para voltar o firmware para a versão global através do Mi Flash Tool, então evite importações diretas a menos que você saiba o que está fazendo.