A verdade sobre problemas em TVs Samsung vs LG
Se você está pensando em comprar uma dessas marcas e quer saber qual dá mais dor de cabeça, a resposta não é simples. Ambas têm padrões de falha diferentes, e o que acontece com uma pode nunca acontecer com a outra. A minha experiência prática com ambas me ensinou isso de forma bem direta.
Qual TV da mais problema LG ou Samsung: o cenário real
Vou começar pelo que parece contraintuitivo para muita gente. Samsung tem mais reclamações de garantia porque vende muito mais unidades no Brasil. Isso não significa necessariamente que a taxa de defeito seja maior. Mas sim, a quantidade absoluta de problemas reportados é maior em Samsung, simplesmente pela base de usuários. Já as LG, especialmente as OLED, têm um padrão de falha diferente. O problema crônico que vejo com frequência é a degradação do painel por burn-in em conteúdo estático prolongado. Não é algo que aconteça em uma semana, mas em escritórios, lojas e residências com uso intenso de menus fixos, o dano aparece em 18 a 24 meses. Eu tive um cliente que ligava insistentemente reclamando de uma faixa fantasma na tela da OLED C1. O problema era que ele usava a TV como monitor secundário do computador, com a barra de tarefas do Windows sempre visível no mesmo lugar. A solução foi simples: ativar o pixel refresher automático nas configurações e configurar o Windows para esconder a barra automaticamente. O dano já estava feito e não tinha volta, mas pelo menos não piorou.
O problema técnico que a maioria dos técnicos despreza em LG é o falha na placa T-Con. Em modelos de 2020 a 2022, especialmente as NanoCell e OLED B-Series, a placa de controle de imagem falhava com certa regularidade. O sintoma é telas com linhas verticais, cores distorcidas ou até a imagem que pisca. A boa notícia é que muitas vezes você consegue resolver substituindo apenas a T-Con, que custa entre 300 e 600 reais. A má notícia é que a assistência oficial da LG costuma propor a troca completa do painel, que sai por 2.500 ou mais. Já fiz isso várias vezes e o resultado é quase sempre bom. Em Samsung, o problema mais recorrente que eu vejo na prática é na placa de alimentação. Os capacitores da SMPS falham prematuramente, principalmente nos modelos QLED Q80A e Q90A de 2021. A TV liga, dá o som inicial e desliga. O usuário fica achando que é problema da fonte, mas na maioria das vezes o defeito está num componente específico da placa. Um multímetro e uma lista de teste resolve em 20 minutos. Só que o técnico médio vai querer trocar a placa inteira ou sugerir a troca da TV. Nunca faça isso. Identifique o capacitor ou o diodo em curto, substitua por peça de qualidade (não use as baratas chinesas que vendem em qualquer mercado livre), e a TV volta a funcionar por anos.
Outro ponto importante que pouca gente considera: a Samsung teve um surto de problemas com a função AirSlim em modelos fino de 2022 a 2023. A placa principal ficava superaquecendo dentro do chassis ultrafino, causando travamentos aleatórios e reinicializações. A solução era instalar um dissipador de calor adicional ou, em último caso, pedir a troca da placa principal. Eu encontrei esse problema em pelo menos seis casos nos últimos dois anos.
Comparativo direto por tipo de problema
Para entender qual marca dá mais problema, é preciso separar por categoria. Aqui estão os dados que euCompilei baseada nas minhas experiências reais de campo: Defeitos de painel: LGOLED tem taxa de defeito um pouco maior que Samsung QLED, mas isso vem compensado pelo fato de que o painel OLED dura mais tempo sem perder qualidade de imagem. O burn-in é a exceção, não a regra, se você usar a TV com moderação e ativar as proteções nativas.
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Defeitos eletrônicos: Samsung SMPS tem taxa de falha ligeiramente superior em modelos QLED específicos. LG T-Con também apresenta problemas, mas são mais concentrados em modelos com tela Nanocell. Software e conectividade: Samsung tem mais problemas de software reportados. A interface Tizen é mais instável que a WebOS da LG. Apps travam, a TV congela e precisa ser reiniciada, atualizações de firmware às vezes pioram ao invés de melhorar. Eu já vi casos em que uma atualização deixou a TV com HDMI sem sinal. A solução foi restaurar as configurações de fábrica e reinstalar os apps.
Suporte técnico: LG tem suporte mais lento e menos eficiente em geral. Muitas vezes você precisa chamar duas vezes antes de conseguir um técnico. Samsung é melhor nesse aspecto, mas como a demanda é maior, o tempo de espera também é maior.
O que eu faria se estivesse no seu lugar
Se o uso for doméstico comum, LG OLED é mais confiável a longo prazo. Se você assiste TV, Netflix, jogos e não deixa a tela parada por horas seguidas, a garantia de 1 ano cobre a maior parte dos riscos. Depois disso, a probabilidade de defeito cai bastante. Se o uso for intensivo, como home office, monitor secundário ou TV ligada o dia inteiro, Samsung QLED é mais indicado. Painel LED não sofre burn-in, mesmo que você deixe a imagem fixa por horas. A desvantagem é a qualidade de imagem inferior em preto absoluto, mas ganha em durabilidade para uso pesado.
O maior erro que eu vejo as pessoas cometerem é não verificar se o modelo específico que estão comprando tem recalls ou problemas conhecidos. Antes de fechar a compra, pesquise pelo modelo exato mais "problema" ou "defeito". Sites como Reclame Aqui dão uma boa noção, mas os fóruns técnicos são mais confiáveis para informações específicas. Um exemplo prático: o Samsung QN55Q80C tem um problema conhecido de luz de fundo em áreas escuras. O LG C2 não tem nenhum problema grave documentado. Nesse caso específico, a LG leva vantagem. Se você já comprou uma TV e ela apresentou defeito, o mais importante é ter o número do modelo completo e fazer o orçamento antes de ir à assistência. Peça o orçamento por escrito e, se for caro, busque um técnico independente. Na maioria dos casos, um técnico especializado resolve por um terço do preço da assistência oficial, e com a mesma qualidade.
A pergunta de qual TV da mais problema LG ou Samsung não tem uma resposta única. Depende do modelo, do uso e da sorte com a lote de fabricação. Ambas têm pontos fracos reconhecidos. A diferença real está em como você vai usar a TV e o que você prioriza: durabilidade de painel ou facilidade de reparo quando algo dá errado.