Quantos E Um Quarto - Como Saber Quantos Metros Quadrados Tem Um Quarto - FDPLEARN
Como Saber Quantos Metros Quadrados Tem Um Quarto - FDPLEARN

Entendendo o quarto (4º) na teoria musical

O quarto, ou quarta justa, é um intervalo de quatro graus diatônicos e cinco semitons cromáticos. Parece simples até você tentar afinar algo e perceber que a cabeça dói. Vou direto ao que importa: como identificar, usar e não errar na hora de tocar ou montar uma progressão harmônica.

quantos e um quarto

Um quarto corresponde a cinco semitons no temperamento igual. Se você partir do Dó, o quarto é Fá. Do Sol, é Dó. Do Lá, é Ré. A regra é sempre contar quatro notas da escala, incluindo a nota de origem e a de destino. Nota 1, 2, 3, 4. O intervalinho em si. Aqui vai o pulo do gato que muita gente não mostra: quarto aumentado e quarto diminuído são coisas reais e aparecem o tempo todo. Quarto aumentado tem seis semitons. Quarto diminuído tem quatro. Em música modal, em jazz, em qualquer coisa que fuja da tonalidade maior padrão, esses variantes aparecem como normas, não como exceção.

No violão eu vejo muito estudante travar nessa hora. Pensa que quarto é sempre perfeito. Não é. O acorde de quarta suspensão (sus4), por exemplo, é basicamente um tríade maior com o terceiro substituído pelo quarto grado. Isso gera uma tensão que quer resolver para a terça. Se você não souber disso, a música soa ambígua e o ouvinte fica na espinhela caída sem entender o porquê. Outro detalhe que os livros de teoria geralmente deixam de fora: quartas paralelas. Na condução de vozes clássica, mover duas vozes em quartas paralelas contínuas é praticamente um pecado capital. O resultado é um som que parece vazio, sem direção, porque as quartas escondem a sensibilidade tonal do ouvido ocidental. Use isso de propósito quando quiser aquele efeito medieval, de canto gregoriano, mas não espere que soe moderno.

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Eu tive um caso recente com um baixista que insistia em tocar em quartas puras no afinação just tuned. Quarta justa em teoria dos harmônicos não é exatamente cinco semitons. É uma razão de frequência de 4:3. A diferença é pequena, mas em um grupo de dez músicos tocando juntos, o som começa a desafinar depois de dois compassos. A solução prática foi configurar um teclado com afinagem flexível e travar no temperamento igual. Simples, rápido, e ninguém mais perdeu a cabeça. Se o seu objetivo é entender quartas num contexto prático, como improvisar ou compor, o exercício mais eficiente é memorizar os círculos de quartas. C-F-Bb-Eb-Ab-Db-Gb-B-E-A-D-G-C. É a sequência inversa do círculo de quintas, mas funciona perfeitamente para visualizar acordos diatônicos e modulações.

Um ponto que poucos consideram: quartas podem soar abertas, quase vagas, porque não têm terça definida. Por isso são tão usadas em produções de ambient, shoegaze, e trilhas sonoras que precisam de espaço. Mas o custo é que você perde informação harmônica. Um acorde de Dó com quarta (Csus4) não te diz se é maior ou menor. A ambiguidade é funcional, mas exige cuidado na arrumação. Para quem quer ir além e aplicar quartas em improvisos, o conceito de poliritmia em quartas pode ser útil. Colocar um padrão rítmico baseado em quartas sobre uma base em terças cria uma textura interessante, mas exige prática. A primeira vez que tentei, demorei uns três meses até o ouvido se acostumar. O cérebro tende a buscar resolução pela terça, então as quartas soam como acordes inacabados até você treinar o inverso.

Em resumo, quarto é intervalo de cinco semitons no temperamento igual, mas o uso prático depende de saber quando ele resolve, quando tensiona, e quando simplesmente cria atmosfera sem resolver nada.