Violão Profissional Nylon Yamaha - Violão Eletroacústico Yamaha NCX3 Natural Nylon com Cutaway e Sistema ...
Violão Eletroacústico Yamaha NCX3 Natural Nylon com Cutaway e Sistema ...

O que realmente esperar de um violão profissional de nylon da Yamaha

A Yamaha tem uma linha profissional de violões de nylon que muita gente confunde. Não é qualquer violão da loja de instrumentos. São modelos como a C90, o CG series e as custom Shop models que saem de linhas mais apuradas. O som é limpo, consistente e construído para quem toca profissionalmente ou leva a coisa a sério. Eu tive um CG162C há anos, troquei as cordas por Martin Corona Clear e o instrumento mudou completamente. A diferença não é só na madeira. É na ação, no escorregamento das notas no braço e na forma como as cordas de nylon respondem quando você ataca com força. O violão profissional nylon yamaha não geme quando você dedilha rápido. Ele responde.

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O problema que a maioria das pessoas encontra ao comprar esses instrumentos é o setup. Viaga de fábrica costuma ser razoável mas raramente perfeito. O braço desses modelos vem com ação já confortável, mas o tarraxa original de plástico às vezes escorrega com o tempo. Se você mora em região seca, como o interior de São Paulo no inverno, a madeira encolhe e a ação sobe. Eu tive que limal o selim da ponte em cerca de 2mm para resolver isso. Um filete fino de lixa d'água 400, passado com cuidado, resolve em dez minutos. Aqui vai algo que poucos sabem: a Yamaha usa verniz poliuretano nessas linhas profissionais. Isso significa que o instrumento respira menos do que um violão com acabamento nitrocelulose. O som tende a ser mais controlado, menos aberto. Para muitos músicos isso é vantagem porque o feedback em palcos lotados fica mais fácil de controlar. Para outros, é exatamente o problema. Se você quer aquele timbre mais arejado, tradicional, vai precisar de um luthier que saiba trabalhar com esse tipo de verniz. E isso não é barato.

Outra nuance que ninguém menciona: as trastes desses modelos são de aço inoxidável em algumas linhas. Isso é bom para durabilidade mas ruim para quem gosta de vibrato forte. O aço inoxidável é duro. Seu dedo escorrega mais. Se você faz muito bend e vibrato na mão esquerda, sente isso na primeira hora de prática. A solução é usar cordas mais grossas na sexta e quinta, como D'Addario EJ45 Pro Archtop, que dão mais atrito sem perder o brilho. Na prática, o que diferencia um violão profissional nylon yamaha de um amador é o controle dinâmico. Você pode tocar pianíssimo sem a corda morrer. Pode atacar forte sem distorcer. Isso é resultado do top em cedro ou abeto selecionado, dependendo do modelo, e da construção do escudo interno. A Yamaha coloca barras de reforço em padrão fan bracing nesses instrumentos, o que dá mais projeção sem comprometer a resposta harmônica.

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Se você está considerando comprar, leve sempre um afinador de corda de nylon de verdade. Afinação eletrônica comum não lê bem as primeiras harmonias. Corda de nylon precisa de pelo menos três minutos para assentar. Toque o violão por quinze minutos antes de ajustar a ação. O instrumento vai mudar de volume e tensão com a temperatura do ambiente. Eu já perdi tempo ajustando setup num dia frio e no dia seguinte a ação estava errada de novo. Faça sempre nos horários em que você realmente vai tocar. O maior erro que vejo sendo cometido é trocar as cordas de fábrica por opções baratas. O violão profissional nylon yamaha é construído para responder a cordas de qualidade. Se você colocar uma corda de nylon barata, de 3% ou 4% de carbono, o som fica sem alma. Invista em D'Addario EJ45, Savarez Corum ou Hannabach 160AL. A diferença no preço é de cinquenta reais, mas a diferença no som é de uma hora de ensaio economizada.

Há ainda o caso das tarraxas. Nos modelos mais acessíveis da linha profissional, as tarraxas são de nylon injection molded. Elas funcionam, mas patinam se você afinar até 45Hz ou jogar na afinação lowered. Recomendo trocar por tarraxas de metal, como as Grover Sta-Tite, se você faz afinações alternativas com frequência. Custa uns sessenta reais o par e resolve um problema que aparece depois de seis meses de uso intenso. Se o seu orçamento é mais apertado e você quer manter o padrão profissional, considere a linha A Series da Yamaha. O C40 é amador mesmo. Mas o CGS seria o ponto médio. Ele não é violão profissional nylon yamaha de verdade, mas se aproxima muito se você fizer um bom setup. Eu já vi instrumentistas de sessão usarem um CGS como backup em gravações e ninguém percebeu a diferença.

Para manutenção rotineira, mantenha sempre um humidor dentro do case. A Yamaha especifica entre quarenta e sessenta por cento de umidade relativa. Abaixo disso, o selim pode rachar. Acima disso, a madeira incha e a ação sobe. Um humidor de espuma com gel custa cerca de trinta reais e dura dois anos. A economia em reparos é enorme. O violão profissional nylon yamaha é uma opção sólida, previsível e competente. Ele não tem aquele charme irreverente de um instrumento artesanal brasileiro ou espanhol. Mas se você precisa de algo que funcione toda vez que abrir o case, que não precise de ajustes constantes e que soe bem em qualquer contexto, essa é uma escolha inteligente. O segredo está em não subestimar o setup e investir nas cordas certas desde o primeiro dia.