Melhores Pressurizadores De Agua - Os 10 Melhores Pressurizadores de Água Mais Silenciosos: Comparativo ...
Os 10 Melhores Pressurizadores de Água Mais Silenciosos: Comparativo ...

Escolhendo o Pressurizador Certo Para Sua Casa

Pressurizador de água não é bicho de sete cabeças, mas tem um monte de gente errando na hora de comprar. Eu já vi casa com motor de 3/4 CV instalado em um chuveiro e uma torneira da cozinha porque o encanador achou que "quanto mais potência, melhor". Resultado: tubulação estourando em três meses e conta de luz no teto. Acho que vale a pena explicar como funciona na prática, do jeito que as pessoas precisam saber antes de ir à loja.

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O mercado brasileiro oferece basicamente três tipos que fazem sentido pra casa: pressurizador centrífugo, pressurizador com pressostato integrado e pressurizador com reservatório expansor. Cada um tem seu lugar, mas a maioria das pessoas compra o errado porque não presta atenção no que o catálogo realmente diz. Vamos direto aos fatos. O pressurizador centrífugo simples, aqueles motores nus sem caixa de comando, são os mais baratos. Funcionam bem em apartamentos onde a pressão da rede já é razoável e você só precisa dar um empurrãozinho. O problema é que eles ligam e desligam bruscamente toda vez que você abre e fecha uma torneira. Se você tem mais de dois pontos de água simultâneos no imóvel, vai notar o choque hidráulico imediatamente. Tubulações morem com isso a longo prazo.

Já o pressurizador com pressostato integrado é outra coisa. Ele regula automaticamente o ciclo de ligar e desligar baseado na pressão da linha. Eu recomendo esse modelo para a maioria das casas comuns, desde que a vazão nominal corresponda ao número real de pontos de uso. A regra básica que os vendedores não contam é essa: calcule a vazão máxima esperada multiplicando os litros por minuto de cada torneira que pode estar aberta ao mesmo tempo. Um chuveiro elétrico consome cerca de 12 a 15 litros por minuto. Uma torneira de cozinha aberta totalmente gasta entre 8 e 12 litros por minuto. Se você tem um chuveiro e uma cozinha funcionando juntos, precisa de pelo menos 20 a 25 litros por minuto de capacidade do pressurizador. Comprar um motor de 15 L/min pra essa conta é pedir para ter pressão fraca justamente quando mais precisa. O pressurizador com reservatório expansor é o mais tranquilo na instalação, mas também o mais caro e ocupa espaço. Ele mantém uma pressão constante porque a água entra num reservatório com uma câmara de ar compressível. A desvantagem prática é que o reservatório precisa de manutenção periódica. Eu já cheguei a encontrar um case em São Paulo onde o homeowner nunca trocou a câmara de borracha e o pressurizador passou a funcionar como se fosse um centrífugo comum, sem amortecimento nenhum. Só percebeu quando começou a ouvir batidas secas nos canos toda vez que fechava uma torneira.

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Quanto a marcas, o mercado tem opções sólidas. Wuling, Elicco, Kamco e Tramontina são as que aparecem com frequência em orçamentos residenciais. A Wuling tem modelos com pressostato que são bastante duráveis, mas a versão econômica dela não leva proteção térmica no motor. Se a tensão da sua rede oscila muito, esse detalhe importa. A Elicco compensa com um giro mais suave em baixas rotações, o que ajuda quando você precisa de pressão baixa, tipo lavando a cara ou enchendo um balde. A Kamco é interessante pra quem tem rede de abastecimento irregular, porque os modelos multiestágios dela dão conta de subir pressão de andares altos sem insistência excessiva no motor. Tem um detalhe que quase ninguém menciona e que causa prejuízo real: a instalação do pressostato. O sensor de pressão deve ser montado na saída do pressurizador, nunca na entrada. Se você inverter isso, o motor vai acreditar que a pressão já está alta e vai desligar antes de jogar água suficiente pro resto da tubulação. Meu tio teve esse problema numa reforma em Campos do Jordão. A instalar deixou o pressurizador trabalhando em ciclo curto, ligando e desligando a cada 30 segundos. O motor esquentava demais e queimou em duas semanas. A correção foi simples: mover o pressostato pra saída e colocar uma válvula de retenção logo depois do motor, o que custa cerca de R$ 40,00 e evita que a água retorne pela tubulação quando o sistema desliga.

Outro ponto que merece atenção é a tubulação de entrada. Pressurizador não faz milagre. Se a mangueira ou o cano que leva água até o motor for muito fino, o fluxo já chega limitado antes mesmo de passar pelo equipamento. O ideal é usar pelo menos 3/4 de polegada na entrada se possível, e nunca diminuir o diâmetro antes do pressurizador pra "economizar material". Eu já vi encanador usar 1/2 polegada na entrada de um motor de 1 CV e o cliente reclamar que a pressão não subia. É óbvio que não subiria. O motor estaria aspirando menos água do que conseguia despejar. Consumo de energia também entra na conta. Um pressurizador de 1/2 CV gasta em média 370 watts quando está rodando em carga plena. Se você mora em região onde a tarifa de energia é alta e usa a água com frequência, um motor de 3/4 CV ou 1 CV pode encarecer a conta em R$ 30 a R$ 60 por mês em comparação com um de menor potência, dependendo do tempo de uso diário. A escolha certa do tamanho do motor economiza dinheiro todo mês, não só na compra.

Se a sua rede tem muita variação de pressão ou se você mora em prédio alto, o pressurizador multiestágio é a saída mais segura. Ele tem vários estágios de impulsão em série e consegue alcançar pressões mais altas sem forçar o motor individualmente. O preço é mais alto, mas a vida útil costuma ser maior porque cada estágio trabalha com carga menor. O contraponto é que a manutenção é mais complexa e exige um técnico familiarizado com o sistema. Um centrífugo simples pode ser trocado por qualquer encanador. Um multiestágio pede alguém que saiba desmontar os impulsos sem danificar os selos. Resumindo o que importa na hora de decidir: olhe a vazão em litros por minuto, escolha o tipo de controle (pressostato ou não) conforme o número de pontos de uso simultâneos, verifique a qualidade da tubulação de entrada e considere o consumo de energia no longo prazo. O barato sai caro quando o motor queima no segundo ano porque foi subdimensionado ou mal instalado.