Remédio Para Tirar Mau Cheiro De Cachorro - Remédio Para Tirar Mau Cheiro De Cachorro Talco Matacura | MercadoLivre
Remédio Para Tirar Mau Cheiro De Cachorro Talco Matacura | MercadoLivre

Entendendo o problema antes de comprar qualquer coisa

Achei que sabia do assunto até tentar resolver o cheiro de um dogue alemão que eu conhecia. O bicho tinha pelo curto, mas o problema não estava no pelo. Estava nas glândulas anais e na pele. A pessoa limpava o cão com shampoo perfumado toda semana, e o cheiro piorava. O perfume só mascarava por quinze minutos. Depois disso, o odor voltava mais forte porque o produto ressecava a pele, e a pele ressecada produzia mais sebo. remédio para tirar mau cheiro de cachorro não existe como um produto único. Existe um conjunto de soluções dependendo da causa. Se você tentar resolver um odor bacteriano com enzimático, vai falhar. Se tentar resolver um odor de orelha com banho, também vai falhar. A primeira coisa é identificar a origem.

remédio para tirar mau cheiro de cachorro: as opções que realmente funcionam

Os produtos que dão resultado se dividem em três categorias principais. Enzimáticos, bactericidas e neutralizadores ativos. O enzimático é o que mais gente indica, mas ele só funciona para odor de urina, feze e vômito. A enzima quebra as moléculas de ureia e ácido úrico. Não faz nada contra odor de pele, orelha ou glândulas anais. Já o bactericida, que normalmente tem clorexidina ou povidona iodata, ataca a colonização bacteriana que gera o cheiro. E o neutralizador ativo, tipo dióxido de manganês ou zeólita, quimicamente captura as moléculas voláteis. Cada um resolve um problema diferente. Aqui vai algo que muita gente não considera. O cheiro de cachorro não vem do pelo. Vem da microbiota da pele. Cada cão tem uma paisagem microbiana própria, definida por raça, dieta, frequência de banho e ambiente. Quando você escova pouco, a seborreia se instala, a bactéria Malassezia se reproduz, e o resultado é aquele cheiro de queijo morno que ninguém gosta. Banho em casa a cada quinze dias com shampoo comum aumenta esse quadro. O indicado é banho com shampoo médico a cada três a quatro semanas, secagem completa do subpelo, e escovação duas ou três vezes por semana.

Tive um caso real onde o cliente insistia que o problema era o produto. Já tinha testado quatro marcas diferentes de desodorizante enzimático. O cão era um shih tzú branco, banho quinzenal, pelo longo, secador caseiro mal usado. O cheiro vinha da umidade retida no subpelo porque a secagem nunca passava da superfície. A solução foi trocar o shampoo por um com clorexidina a 2 por cento, aplicar após cinco minutos de contato, secar com soprador profissional até o subpelo totalmente seco, e reduzir a frequência de banho para mensal. O odor sumiu em dez dias. O produto antigo simplesmente não endereçava o problema real.

Como aplicar na prática

Se o odor é de urina no tapete, o procedimento é direto. Jogue água para tirar o excesso, limpe com papel toalha, aplique o produto enzimático abundante, deixe agir pelo tempo mínimo que o fabricante pede, que costuma ser entre dez e vinte minutos, e seque. Não passe pano em cima enquanto está úmido. A enzima precisa de tempo e de acesso à fibra. Produtos com amônia na composição são proibidos perto de urina de cão. A amônia lembra a urina para o animal, e ele xixi de novo no mesmo lugar. Isso acontece com frequência quando usam limpadores domésticos comuns. Para odor corporal, o caminho é o shampoo de clorexidina. Aplique no pelo úmido, massageie até penetrar na pele, aguarde cinco minutos, enxágue completamente. Um minuto de shampoo que não penetra é desperdício. O enxágue ruim também gera resíduo que irrita a pele e piora o cheiro. Deixe secar ao ar ou use secador em temperatura média, nunca quente demais. Pele ressecada por calor excessivo produz mais sebo. O ciclo se retroalimenta.

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Quando o cheiro vem das glândulas anais, nenhum shampoo resolve. A glândula precisa ser esvaziada por profissional. Tentar apertar em casa com os dedos costuma lesionar o tecido e espalhar a secreção para dentro da pele. Se o cão passa a língua no ânus repetidamente, tem coceira local, e o cheiro é doce-amargo, procure um veterinário. O tratamento pode incluir dieta com mais fibra, suplemento de ácidos graxos ômega 3, ou antibiótico se houver infecção secundária. Um detalhe que ninguém menciona. O alimento interfere no odor. Ração muito rica em gordura animal de baixa digestibilidade gera fezes mais fétidas e pele mais oleosa. Trocar para uma ração com proteína de origem definida, como frango ou salmão, e fibra fermentável, costuma melhorar o cheiro em duas a três semanas. Não é imediato, mas é consistente. Alterações bruscas de ração podem causar diarreia, então a transição deve ser feita em sete dias, misturando o novo com o antigo progressivamente.

Limitações que você precisa saber

Nenhum produto remove odor permanentemente sem tratar a causa. Se o cão tem dermatite atópica, o cheiro volta porque a barreira cutânea está comprometida. Se o cão tem periodontite, o hálito ruim contamina todo o ambiente onde ele dorme. Se a higiene da orelha é insuficiente, o cerume oxidado cheira mal e o cachorro espirra com frequência. Tratar só o pelo nessas situações é perder tempo e dinheiro. Produtos neutralizadores à base de dióxido de manganês funcionam bem em ambientadores, mas mancham tecidos claros. Teste sempre em uma área discreta antes de aplicar no sofá inteiro. Zeólita natural é segura para tecidos, mas tem poder de absorção menor, então precisa ser trocada com mais frequência. O ciclo de reposição varia conforme a carga de odor. Em um cão de grande porte com seborreia, pode ser necessário trocar o filtro do ambientador a cada quinze dias. Em um cão de pequeno porte sem problemas de pele, dura dois meses ou mais.

Se o cheiro tem cara de podre e doce ao mesmo tempo, verifique a presença de feridas na pele, abscessos ou Bodies de carrapato inflamados. Isso não é odor ambiental. É sinal de infecção. O remédio aqui é veterinário, não produto de limpeza. Levar o animal ao médico em até quarentena e oito horas evita complicação séria.

O que evitar

Não use álcool etílico ou água oxigenada pura na pele do cão. Queima a barreira lipídica e causa dor. Não utilize óleo de madeira ou tintas como repellentes. Não cubra o cheiro com perfume humano. O álcool dos perfumes irrita a pele canina, e a combinação de fragrâncias sintéticas com microbiota bacteriana pode gerar odor ainda mais desagradável. Não banhe o cão mais de uma vez por semana sem orientação veterinária. A frequência ideal depende do tipo de pelo e da condição da pele. Pelo curto sem problema dermatológico aguenta banho quinzenal. Pelo longo com tendência a seborreia precisa de banho mensal com produto médico e secagem completa. Se quiser um link para um produto específico, o mais acessível e comprovado é um shampoo de clorexidina a 2 por cento de linha veterinária, disponível em pet shops e clínicas. Use conforme a instrução do bulário, respeitando o tempo de contato e a frequência. E se o cheiro persistir depois de quatro banhos corretos, o próximo passo é consulta veterinária para exame de pele, orelha e glândulas anais.