Revestimento Tijolinho Leroy Merlin - Revestimento Tijolinho De Demolição Rústico - Terracota m² | Leroy Merlin
Revestimento Tijolinho De Demolição Rústico - Terracota m² | Leroy Merlin

Revestimento tijolinho: o que você precisa saber antes de comprar e instalar

O revestimento tijolinho da Leroy Merlin é basicamente uma opção de cerâmica ou porcelanato com textura e acabamento que imitam alvenaria exposta. Tem linhas de rejunte marcadas, relevo pronunciado e geralmente um tom acinzentado, terracota ou branco envelhecido. O catálogo varia bastante conforme a coleção, então o primeiro passo é sempre pedir amostras físicas. A foto no site nunca é o produto real, especialmente quando se trata de textura.

Escolhendo o revestimento tijolinho leroy merlin ideal

Você precisa decidir antes de qualquer coisa se o espaço é interno ou externo. O tijolinho para fachada exige classificação PEI 4 ou superior e absorção de água abaixo de 3%. Se usar o mesmo revestimento em banheiro ou cozinha interna, PEI 3 já resolve, mas a durabilidade da superfície será menor com tráfego intenso. Aqui em casa eu comprei um porcelanato tijolinho para varanda gourmet e o acabamento era perfeito, mas depois de oito meses de sol direto uma das peças começou a perder brilho. Liguei para o fornecedor e eles confirmaram que aquele lote era para uso interno coberto apenas. Troquei sem custo, mas o atraso de quinze dias quebrou meu cronograma. Dica que ninguém avisa: meça o vão entre as faixas de rejunte simulado. O espaçamento padrão da maioria das coleções é de 3 milímetros, mas algumas chegam a 5 milímetros e isso altera completamente a proporção visual quando reveste uma parede inteira. Parece bobagem, mas eu vi muito projeto ruim por causa disso.

Preparação da base

A superfície precisa estar firme, plana e limpa. Se for concretagem nova, espere pelo menos trinta dias antes de aplicar qualquer argamassa. Paredes antigas pintidas com tinta látex precisam ser lixadas ou tratadas com primer de aderência, caso contrário o material descola em poucas semanas. No meu último trabalho, encontrei uma parede de bloco cerâmico com rejunte saliente por trás de um forro antigo. Removi tudo, apliquei chapisco reforçado com aditivo acrílico e só então segui para o assentamento. Cortou o retrabalho pela metade. Não pule a prumo nem o nível. O relevo do tijolinho é extremamente generoso e qualquer irregularidade na base se transfere para a parede final como uma ondulação visível. Use régua de alumínio de dois metros e verifique a planicidade em pelo menos três pontos por metro linear.

Assentamento

O método mais comum é com argamassa AC1 para ambientes internos secos, AC2 se houver exposição à umidade como cozinhas e banheiros, e AC2S1 ou AC2S2 se a parede tiver algum nível de flexão. A Leroy Merlin vende a própria argamassa na prateleira, mas a marca do fabricante não garante qualidade superior. O que importa é a classificação técnica e o vencimento do produto dentro da embalagem. Argamassa com prazo estourado perde aderência e costuma falhar aos dois anos no máximo. A aplicação segue o padrão de alvenaria tradicional: espátula dentada de 8 a 10 milímetros, dependendo da espessura da peça. Como o tijolinho tem relevo, a área de contato efetiva diminui. Por isso, recomendo dar também uma camada fina de argamassa nas costas de cada peça. Esse procedimento se chama contraincimado e garante que a cobertura de cola fique acima de noventa por cento, eliminando vazios que geram ruído oco e fissuras laterais com o tempo.

Use niveladores de piso se for instalar no chão. No caso de parede, o espaçador de cruzeta de três milímetros já serve como guia, mas o segredo é manter a consistência do rejunte desde o início para não ter retrabalho no fim.

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Rejuntamento

O rejunte do tijolinho é onde a maioria das pessoas erra. A textura saliente prende material demais e a limpeza fica complicada. Eu costumo indicar rejunte epóxi para áreas molhadas e rejunte cimento polimérico para áreas secas. O epóxi repele água e manchas, mas exige duas mãos rápidas porque seca em tempo record. Já o cimento polimérico dá margem de manobra maior, mas requer selador posterior para evitar eflorescências. A técnica correta é aplicar com desempenadeira de borracha na diagonal das linhas, preenchendo completamente o vão e retirando o excesso imediatamente com pano úmido. Deixe agir o tempo indicado pelo fabricante e só então faça a limpeza final com esponja abasurhada. Se deixAR secar na peça, vai precisar de removedor químico e esforço físico, além do risco de riscar o acabamento.

Problemas comuns e soluções

Cantaria: cortes em ângulo de quarenta e cinco graus são difíceis de executar manualmente. A melhor opção é comprar cantoneira de alumínio ou PVC específica para o modelo escolhido. Se for fazer o corte no local, use esmerilhadeira com disco diamantado e paciência. Uma peça mal cortada vira um ponto de infiltração se estiver em área externa. Fissuras: se a parede onde o revestimento será aplicado tiver alguma trinca estrutural, ela vai aparecer no tijolinho em poucos meses. O material não esconde o problema, pelo contrário, o relevo amplia a percepção visual. Reforce com malha de fibra de vidro antes de assentar e, se a fissura for ativa, considere uma prancha de gesso acartonado com isolamento adequado.

Desgaste superficial: porcelanatos com brilho alto parecem bonitos na loja, mas perdem o aspecto rapidamente em áreas de tráfego. Opte sempre por acabamento fosco ou naturais para tijolinho. A diferença de preço é pequena e a manutenção é muito mais simples.

Estimativas realistas

Para uma parede de três metros por dois metros, você vai precisar de aproximadamente seis metros quadrados de revestimento, considerando dez por cento de perda em cortes e quebras. O tempo de assentamento em uma área desse tamanho fica entre quatro e seis horas para um profissional experiente, ou oito a doze horas para um DIY orientado. O rejuntamento adiciona mais duas a três horas, dependendo do tipo de material e da secagem. O custo médio do material gira em torno de oitenta a cento e cinquenta reais por metro quadrado para porcelanatos padrão da Leroy Merlin, com argamassa e rejunte adicionando outros trinta a cinquenta reais por metro quadrado. Mão de obra varia conforme a região, mas uma média razoável no Brasil fica entre cento e vinte e cinco e cento e setenta e cinco reais por metro quadrado instalado.

Quando não usar

Se o ambiente tiver rebaixamento de temperatura constante, como garagens não climatizadas no sul do país no inverno, o tijolinho cerâmico comum pode trincar. Nesse caso, o indicado é um porcelanato retificado exterior com classificação antiaderência e tratamento UV. O preço sobe cerca de trinta por cento, mas o risco de comprometimento estrutural cai para praticamente zero. Também não recomendo para tetos. O peso extra e a dificuldade de fixação segura tornam o serviço antieconômico. O resultado visual pode ser bonito, mas a chance de desprendimento existe e ninguém quer uma pedra de tijolinho no rosto.

Se você estiver planejando, comece pedindo amostras, verificando lotes compatíveis e conversando com o instalador sobre a argamassa correta. O resto é questão de sequência lógica e paciência.